AÇÃO DE EXTENSÃO/2025 – Saída de estudos: Um encontro entre Ecopedagogia e Permacultura na Escola

30/09/2025 23:01

“Entendida dessa forma, a ecopedagogia é uma nova pedagogia dos direitos que associa os direitos dos humanos aos direitos da Terra” (GADOTTI, 2001, p. 95).

Foi assim, em clima de conexão, que no dia 26 de setembro de 2025, a partir de uma parceria entre o projeto de extensão “Vozes decoloniais na escola: saberes interculturais para a transformação social” (PROEXT-PG/UFSC/CAPES) e o Núcleo de Estudos em Permacultura – NEPERMA/UFSC que foi realizada uma saída de estudos para o munícipio de Paulo Lopes.

O objetivo da ação foi efetivar uma das etapas do Curso de Extensão “Ecopedagogia: o bem-viver na infância com a natureza” que está sendo ofertado como formação continuada e descentralizada no Núcleo de Educação Infantil Municipal Nossa Senhora de Lurdes (Secretaria Municipal de Florianópolis), organizado pelo projeto de extensão “Vozes decoloniais na escola”. O projeto conta com a coordenação da profa. Adriana Angelita da Conceição (MEN/PROFHISTORIA/CED/UFSC) e vem sendo conduzido em parceria com duas pós-graduandas: a profa. Ana Cristina Martinez (PPGH/UFSC) e a profa. Ruthinere Ribeiro Farias (PPGECT/UFSC) que também atua como supervisora do Núcleo de Educação Infantil Municipal Nossa Senhora de Lurdes. Neste sentido, integrando a pós-graduação às ações de extensão, o projeto tem construído parceiras entre escola e universidade de modo dialógico e integrando saberes acadêmicos e tradicionais a partir de perspectivas decoloniais de pensar e atuar no mundo.

A saída de estudos teve como tema “Um encontro entre Ecopedagogia e Permacultura na Escola” e o roteiro incluiu uma visita à Escola Ambiental Adolfo Zanela e à Escola R. Profa. Targina Boaventura da Costa, ambas vinculadas à Secretaria Municipal de Educação de Paulo Lopes. Na Escola Ambiental Adolfo Zanela a permacultora e profa. Marjorie Azevedo Vasques recebeu a equipe ministrando a palestra “Permacultura na escola pública: uma experiência em Ecoformação” como resultado do curso de especialização em permacultura que realizou em 2023, ofertado pela Rede NEPerma Brasil em parceria com o NEPerma/UFSC e o  Departamento de Arquitetura da UFSC.

Acolhimento com geotinta, refletindo a leitura de paisagem inicial

Profa. Marjorie Azevedo Vasques: Éticas e Princípios da Permacultura

A partir da palestra, conceitos que perpassam a permacultura e a ecopedagogia foram colocados em discussão e toda a equipe foi convidada a realizar uma “leitura da paisagem” na Escola Ambiental Adolfo Zanela, integrando teoria e prática. Nesta etapa, a atividade contou ainda com a colaboração de Pedro Francisco Nedel, o Chico, que atua na escola como Auxiliar de Conservação e é permacultor por vocação.

Da esquerda para a direita: Chico, Profa. Marjorie e Profa. Ana, compartilhando experiências junto à composteira

1° foto –  Leitura de Paisagem em diálogo

2° foto – Da esquerda para a direita: Profa. Ruthinere e Profa. Ana, manejando a composteira

A Secretária de Educação de Paulo Lopes, profa. Rosane de Castro da Silva, também esteve presente e sinalizou a importância das parcerias entre as escolas de Paulo Lopes e a UFSC, estreitando os diálogos e as possibilidades de formação continuada, sobretudo, no que se refere à educação ambiental crítica e a Permacultura. Além disso, a prefeitura ofereceu um almoço saudável e carinhosamente preparado pela equipe da escola ambiental à comitiva formada por 33 professoras da Educação Infantil, além da equipe executora da formação.

Da esquerda para a direita: Profa. Marjorie, Profa. Rosane (Secretária da Educação de Paulo Lopes), Profa. Adriana e Profa. Ruthinere

Na 3° foto: da esquerda para a direita: Rosilene Botega Fernandes e Ludimila Batista. Na 4° foto a Luciana Felipe: equipe que preparou os alimentos com afetos.

Após o almoço, a comitiva se dirigiu à Escola R. Profa. Targina Boaventura da Costa, sendo recebida pela direção e supervisão escolar. A visita foi guiada pela profa. Marjorie Azevedo Vasques que já foi docente da unidade e trabalhou intensamente com as práticas ecoformadoras e permaculturais e que contribuíram para que a Escola Profa. Targina recebesse o certificado de Escola Criativa concedido pela Rede Internacional de Escolas Criativas (RIEC).

Toda a equipe que participou da saída de estudos junto da “Árvore Palavreira” na escola Profa. Targina

O Curso de Extensão “Ecopedagogia: o bem-viver na infância com a natureza” ainda terá mais duas etapas junto ao Núcleo de Educação Infantil Municipal Nossa Senhora de Lurdes até ser concluído. No entanto, todas as professoras da Educação Infantil que participaram da ação saíram entusiasmadas diante das possibilidades práticas de cultivar um ambiente educacional que possa proporcionar o bem-viver das infâncias junto à natureza, construindo consciência ambiental crítica e amorosa desde a pequena infância.

 

Referência: GADOTTI, Moacir. Pedagogia da terra: Ecopedagogia e educação sustentável.  In: TORRES, Carlos Alberto (org.) Paulo Freire y la agenda de la educación latinoamericana en el siglo XXI. Buenos Aires: CLACSO (Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales Editorial), 2001. p. 95.

Evento/2024 – 42° SEURS – “A Extensão que queremos” (UFRGS)

30/09/2025 22:21

O SEURS 42 do ano de 2024, contou com a temática “A Extensão que queremos”, que procurou refletir, a partir das práticas extensionistas atuais, que futuros estamos produzindo e o que desejamos para as instituições de ensino superior e para a sociedade do amanhã. Mais que produzir questionamentos, o tema deste surgiu como um chamamento para a construção de um mundo mais sustentável, no qual temas como crises climáticas e ambientais, combate às desigualdades estruturais e reconhecimento das questões identitárias de grupos minorizados se fortaleçam ainda mais como valores indissociáveis da agenda da extensão universitária, sendo assim, em comunhão com a temática proposta pelo 42° SEURS, “A Extensão que queremos”, o projeto apresentou suas ações que proporcionam ações de partilha de saberes entre universidade e comunidade, às quais em dialogia, os dois lados ensinam e aprendem, instigando uma compreensão de saberes em circularidade e não como uma via de mão única.

Neste evento, nosso projeto apresentou o texto intitulado como “ESTUDOS E AÇÕES DECOLONIAIS: a extensão na universidade como diálogo de saberes”, sendo apresentado pelas discentes/UFSC:  Letícia Farias Martins do curso de História e Paloma Ariely de Paula Santos Dias do curso de Pedagogia.

Curso de Extensão – Oficina/2025 – ORAIS: Histórias Indígenas e Histórias Tradicionais Indígenas no âmbito da lei 11645/2008 – uma proposta de formação continuada com a Educação Infantil

30/09/2025 22:19

CURSO /OFICINA: ORAIS –  Histórias Indígenas e Histórias Tradicionais Indígenas no âmbito da lei 11645/2008 – uma proposta de formação continuada com a Educação Infantil

O Projeto de Extensão “Vozes decoloniais na escola: saberes interculturais para a transformação social” tem como objetivo principal contribuir com a Formação Continuada e Permanente de docentes da Educação Básica Pública em Santa Catarina, a partir de oficinas/projetos que promovam o aprimoramento das relações entre saberes acadêmicos e tradicionais, envolvendo os seguintes temas: Ensino de História, Pedagogias Decoloniais, Ecopedagogias, Educação para as Relações Étnicos Raciais – ERER, História Indígena, Movimentos Sociais e Oralidade e Capoeira.

Neste contexto, o curso/oficina de extensão “ORAIS –  Histórias Indígenas e Histórias Tradicionais Indígenas no âmbito da lei 11645/2008 – uma proposta de formação continuada com a Educação Infantil” integra o projeto “Vozes decoloniais nas escolas”, com o objetivo de discutir e desenvolver práticas pedagógicas para a Educação para as Relações Étnico-raciais, por meio de oficinas destinadas às docentes  Núcleo de Educação Infantil Municipal – Pequeno Príncipe, em Florianópolis-SC.

Objetivo: compreender a potencialidade da Lei 11.645/2008 que institui a inclusão de Histórias e Culturas indígenas na Educação Básica, bem como, propor caminhos possíveis para a prática da temática indígena na Educação Infantil, considerando as perspectivas da Educação para as Relações Étnico-Raciais – ERER.

Cronograma – Carga Horária 30h – foram realizados cinco encontros entre os meses de abril e setembro de 2025.

 

O curso/oficina “ORAIS –  Histórias Indígenas e Histórias Tradicionais Indígenas no âmbito da lei 11645/2008 – uma proposta de formação continuada com a Educação Infantil” no terceiro encontro contou com a contribuição dos doutorandos indígenas Natanael Pabikãr Suruí e Cledison Antonio de Souza e Silva (Baré).

O encerramento, em 05 de setembro, foi dedicado à socialização dos planejamentos coletivos das professoras. Elas saíram do curso problematizando práticas pedagógicas voltadas  às crianças com base na diversidade, na riqueza cultural e na contemporaneidade dos povos originários, utilizando narrativas, músicas, brincadeiras e outros recursos adequados à faixa etária.

Coordenação: Profa. Adriana Angelita da Conceição

Ministrante: Prof. Me. Ricardo de Mattos Martins Cunha (PROFHISTORIA/UFSC), em parceria com Ana Cristina Martinez (doutoranda do PPGH/UFSC).

Evento/ 2025 – Celebração da Reserva Nacional de Surf: Moçambique, ilha de Santa Catarina.

30/09/2025 22:07

Os Projetos de Extensão Estudos e Ações Decoloniais: Ouvir/Escrever Expressões de Resistência Social (CED/UFSC) e Vozes decoloniais na ecola se juntaram a Celebração da Reserva Nacional de Surf: Moçambique, ilha de Santa Catarina, no dia 08 de junho (Dia Mundial dos Oceanos ), na Vereda Tropical, Barra da Lagoa (Ilha de Santa Catarina/SC) , para um mutirão de limpeza da praia (@institutosaveplanet + @recicleide), contando com atrações musicais: Morell Costa (Dazaranha), Banda Cultivo e Marzo Couto.

Foi um grande dia para fortalecer essa rede de apoio, conscientização e recuper o espaço comum.

A RNS é fruto da luta comunitária, unindo meio ambiente, cultura surfista e identidade local. Nossa equipe esteve lá para registrar histórias, vivências e os saberes tradicionais que tornam esse território único.

Por que essa conquista importa? Além de proteger ondas incríveis, a RNS preserva um ecossistema cheio de vida, memórias e resistências. É sobre cuidar e celebrar o território de forma coletiva!

A referida ação de extensão fortalece o compromisso da universidade com a comunidade, sobretudo, no que se refere à preserção ambiental.

Para saber mais:

@reservasdesurf @institutosaveplanet @asmsurf 

 

Oficina/2025 – Educação Quilombola e ERER: Formação continuada para Docentes e escolas não Quilombolas.

30/09/2025 21:59

CURSO DE EXTENSÃO / OFICINA- Educação Quilombola e ERER: formação continuada para docentes e escolas não Quilombolas.

O Projeto de Extensão “Vozes decoloniais na escola: saberes interculturais para a transformação social” tem como objetivo principal contribuir com a Formação Continuada e Permanente de docentes da Educação Básica Pública em Santa Catarina, a partir de oficinas/projetos que promovam o aprimoramento das relações entre saberes acadêmicos e tradicionais, envolvendo os seguintes temas: Ensino de História, Pedagogias Decoloniais, Ecopedagogias, Educação para as Relações Étnicos Raciais – ERER, História Indígena, Movimentos Sociais e Oralidade e Capoeira.

Neste contexto, o curso de extensão “Educação Quilombola e ERER: formação continuada para docentes e escolas não quilombolas” integra o projeto “Vozes decoloniais nas escolas”, com o objetivo de discutir e desenvolver práticas pedagógicas para a Educação para as Relações Étnico-raciais, por meio de oficinas destinadas aos professores e às professoras da Escola de Educação Básica Frederico Santos, com o intuito de promover vínculos afetivos, educacionais, pedagógicos e éticos com a comunidade quilombola Toca/Santa Cruz, no município de Paulo Lopes, de modo a contribuir com uma educação que paute os direitos humanos e a formação da cidadania.

Cronograma- Carga Horária 30h

Foram realizados cinco encontros, sendo os três primeiros na Escola de Educação Básica Frederico Santos e os dois últimos na comunidade quilombola Toca/Santa Cruz.

Todos os encontros foram pensados e planejados pedagogicamente entre a equipe do projeto e a comunidade quilombola, de modo que os saberes partilhados fossem dialogicamente construídos.

Nos encontros realizados na E.E.B. Frederico Santos, foram discutidos marcos legais e conceitos fundamentais, como as Pedagogias Decoloniais, que questionam a visão eurocêntrica do conhecimento, e a importância do Ensino de História e da Oralidade na preservação da memória e da identidade cultural das comunidades quilombolas.

Ao final dos cinco encontros os docentes cursistas apresentaram projetos e sequências didáticas que incorporaram o comprometimento com a educação antirracista.

A oficina representou um passo significativo para a produção de práticas pedagógicas decoloniais, já que todas as etapas da oficina foram construídas e conduzidas pela equipe do projeto e pela comunidade quilombola.

Coordenação da ação: profa. Adriana Angelita da Conceição

Ministrantes do curso: prof. Odair de Souza (doutorando PPGE/UFSC), professores quilombolas Allison Marcelino (graduando em História – UFSC), Estefani Prudêncio de Jesus,Rafael da Silva Marcelino (graduando em Artes Cênicas – UFSC) e Letícia Patrícia da Silva.

Conheça nossa equipe – Vozes decoloniais na escola: Saberes interculturais para a transformação social.

30/09/2025 21:19

O projeto de extensão “Vozes decoloniais na escola: saberes interculturais para a transformação social” faz parte do Programa de Extensão da Educação Superior na Pós-Graduação- PROEXT-PG CAPES/SESU, com financiamento do edital n. 3/2024/PROPG/PROEX/PROEXT-PG 2024 – UFSC.

Adriana Angelita da Conceição. Apaixonada por História e por ser Professora. Bacharel e licenciada em História na UFSC. Defendeu a dissertação na UFSC e a tese na USP, com mestrado e doutorado financiados por agências públicas, Cnpq e FAPESP. Interesses de pesquisa se concentram na área do Ensino de História perpassando as seguintes temáticas: Ensino de História, Consciência Histórica, História da Cultura Escrita, Educação para as Relações Étnico-Raciais, Pensamento Decolonial, Permacultura e Agroecologia. Foi professora visitante do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Amazonas PPGH UFAM, entre 2012 e 2013 experiência que contribui com sua consolidação como pesquisadora do Ensino de História e do Pensamento Decolonial. Concluiu estágio de pós-doutorado na Universidade Estadual de Campinas UNICAMP, com financiamento da FAPESP em 2015. Atualmente, é professora no departamento de Metodologia de Ensino (MEN) e no Programa de Pós-Graduação Mestrado Profissional em Ensino de História – PROFHISTORIA. Tutora do PET Pedagogia e ama a Extensão como prática dialógica entre comunidade e universidade.


Eduardo Sala. Doutorando em Educação na linha de pesquisa Sociologia e História da Educação pela Universidade Federal de Santa Catarina-PPGE/CED/UFSC; Com  ingresso via UP-GRADE (promoção) – Passagem direta em Banca de Qualificação Específica de Mudança de Nível. Foi aprovado no processo seletivo de Estágio de Pesquisa no Exterior Cátedra Antonieta de Barros /UNESCO, Bolsa Abdias Nascimento (CAPES) na Universidad Nacional Autónoma de México – UNAM. Mestre em Educação na linha de pesquisa Sociologia e História da Educação-PPGE/CED/UFSC (2024).  Especialista em Docência para a Educação Profissional pelo Instituto Federal de Santa Catarina-IFSC (2022). Especialista em Docência com Ênfase na Educação Inclusiva pelo Instituto Federal de Minas Gerais-IFMG (2025). Licenciado em Sociologia pela Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira-UNILAB (2024). Bacharel em Humanidades-UNILAB (2021). Atualmente é Professor Estagiário na Disciplina História da Educação do Curso de Pedagogia da UFSC. É membro do grupo de estudos NEJUC – Núcleo de Estudos da Educação e Juventude Contemporânea (UFSC/DGP/CNPq). Desenvolve pesquisas a partir de perspectivas teóricas Pós-Críticas e Contra-Coloniais  com ênfase em Angola e África. Tem como principais áreas de interesse:  Ensino de Sociologia/Ciências Sociais e Ensino Superior em Angola, Pensamento Social Angolano, Sociologia Africana, Educação e Poder-Geopolítica da Educação africana, Sociologia Política e Geopolítica-Estudos Estratégicos Internacionais a partir de Perspectivas Africanas.


Angela Regina Locatelli: Sou professora de história, historiadora e educadora ambiental, formada pela UFSC (bacharelado e licenciatura em História). Durante a graduação fiz estágios na área da educação (ensino de história e acessibilidade educacional) e da pesquisa (história e patrimônio). Participei dos grupos de pesquisa: Núcleo de Estudos de História da América Latina (Nehal) e do Laboratório de Imigração, Migração e História Ambiental (LABIMHA). Tenho especializações nas áreas da educação ambiental e sustentabilidade e ensino de história e cultura afro – brasileira, além de cursos diversos de formação. Participei de vários eventos acadêmicos e outros de natureza diversa, como ouvinte, apresentação de trabalhos e organizadora; tenho publicações, como artigo, resumo expandido e capítulo de livro. Lecionei na educação básica (Ensino Fundamental – Anos Finais e Ensino Médio) e em cursinho pré – vestibular popular (História do Brasil). Tenho experiência com pesquisas nas seguintes áreas: História Ambiental, História Oral, Ensino de História, História Local/Regional, Educação Ambiental, Agroecologia e Ecopedagogia. Atualmente sou professora de História nos Anos Finais do Ensino Fundamental da Prefeitura de Florianópolis. Sou mestranda em Ensino de História (PROFHISTÓRIA) na UFSC e participo do grupo de pesquisa interinstitucional Palavração – Grupo de Pesquisa em Educação e Ecopedagogia. Também participo do grupo de estudos, pesquisa e extensão “Vozes Decoloniais na Escola: saberes interculturais para a transformação social”. Sou comprometida com um Ensino de História crítico, dialógico e reflexivo e com pesquisa e extensão de qualidade e baseadas em referências e fontes confiáveis.


Odair de Souza é professor de História no Ensino Fundamental Final na Escola de Educação Básica Dr. Ivo Silveira, na Rede Municipal de Ensino em Paulo Lopes/SC, e professor de História no Ensino Médio na Escola de Educação Básica Prof.ª Maria do Carmo de Souza, na Rede Estadual de Ensino de Santa Catarina, Palhoça/SC. Atua a mais de 20 anos na Educação Básica. Tem formação em Bacharel e Licenciado em História pela Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL), Especialista em Mídias na Educação pela Universidade Federal do Rio Grande (FURG), História Social e Gênero e Diversidade na Escola pela Universidade Aberta do Brasil em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (GDE/UFSC). Também é Mestre em Ensino de História pelo Mestrado Profissional de História (ProfHistória/UFSC) da Universidade Federal de Santa Catarina. Doutorando no Programa de Pós graduação em educação da Universidade Federal de Santa Catarina com o tema: “Memórias e experiências de estudantes quilombolas em interface com a educação para as relações étnico-raciais em uma escola de educação básica”. Foi colaborador para a Educação para as Relações Étnico-raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana para o Currículo Base da Educação Infantil e do Ensino Fundamental do Território Catarinense bem como dos diversos Cadernos dos Currículos Base do Ensino Médio de Santa Catarina. Coordenou como consultor o processo de implementação da Educação para as Relações Étnico raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-brasileira, Africana e Indígena na Rede Municipal de Ensino de Paulo Lopes/SC. Tem diversos artigos publicados em revistas e livros com temas relacionados a educação para as relações étnico raciais.


Joice de Souza Avelina Costa. Atualmente, Mestranda em Ensino Profissional de História pela UFSC, Graduanda em Ciências da Religião – FURB/UNESC, Especialista em Ensino Integrado de Filosofia, Geografia, História e Sociologia pelo IFSC ((2019), possui graduação em Licenciatura em SOCIOLOGIA – UNINTER (2023); PEDAGOGIA pela FACULDADE INTERVALE (2021) e graduação em HISTÓRIA pelo Centro Universitário Leonardo da Vinci (2017). Atualmente é professora de História, Sociologia e Pedagogia no munícipio de LAGUNA na Rede Estadual de Ensino de Santa Catarina. Tem experiência na área de História e Sociologia, com ênfase em projetos interdisciplinares e educação de jovens e adultos – pedagogia da alternância. Atua como consultora educacional, realizando palestras, oficinas e formação de professores.


Vladimir O’mirê Motta. Professor de Capoeira, Educador Social e Professor na educação infantil atuante em instituições formais e informais de ensino a mais de 20 anos. Ao longo desses anos, teve maior foco em  trabalhaos com crianças, adolescentes e adultos em situação de vulnerabilidade social nas periferias da cidade de Porto Alegre e região metropolitana. É estudioso da cultura africana e afrobrasileira. Autor do livro “O sangue que circula – O Grió na oralidade do povo negro e a história de Watuzzi”. Atualmente, é aluno da UFSC no curso de Letras em Libras.

 


Lurian Endo Gonzaga. Bacharel e Licenciado em História pela UNIRIO. Especialista em Alternativas para uma Nova Educação pela UFPR Litoral. Mestre do Programa de Mestrado Profissional em Ensino de História pela UFSC. Tem experiência na área de História, com ênfase em História do Brasil Contemporâneo. Tem experiência em educação inovadora, rap, periferia, fazer-se professor, interculturalidade crítica e ensino de História.

 


Matheus Giacomo de Luca. Graduado em História pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Trabalha com história social, história do tempo presente, história agrária e memória. Foi bolsista do Laboratório de História Indígena (LABHIN); do Laboratório de História Social do Trabalho e da Cultura (LABHSTC) e do PET-História. Atualmente é mestrando no Mestrado Profissional em Ensino de História (UFSC).

Ricardo de Mattos Martins Cunha. Bacharel em História, pela Universidade de São Paulo- USP. Licenciado em História pela Universidade Federal de Santa Catarina- UFSC. Mestre em ensino de História e Professor de História na Educação Básica.

 

Conheça nossa equipe – Estudos e Ações Decoloniais

30/09/2025 16:12

Adriana Angelita da Conceição. Apaixonada por História e por ser Professora. Bacharel e licenciada em História na UFSC. Defendeu a dissertação na UFSC e a tese na USP, com mestrado e doutorado financiados por agências públicas, Cnpq e FAPESP. Interesses de pesquisa se concentram na área do Ensino de História perpassando as seguintes temáticas: Ensino de História, Consciência Histórica, História da Cultura Escrita, Educação para as Relações Étnico-Raciais, Pensamento Decolonial, Permacultura e Agroecologia. Foi professora visitante do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Amazonas PPGH UFAM, entre 2012 e 2013 experiência que contribui com sua consolidação como pesquisadora do Ensino de História e do Pensamento Decolonial. Concluiu estágio de pós-doutorado na Universidade Estadual de Campinas UNICAMP, com financiamento da FAPESP em 2015. Atualmente, é professora no departamento de Metodologia de Ensino (MEN) e no Programa de Pós-Graduação Mestrado Profissional em Ensino de História – PROFHISTORIA. Tutora do PET Pedagogia e ama a Extensão como prática dialógica entre comunidade e universidade.


Patricia Guerrero. Paulista de alma mineira. A itinerância pelo Vale do Jequitinhonha/MG me levou para as comunidades rurais, para a cultura popular, para as relações de reciprocidade e respeito pelos saberes tradicionais e originários. Continuo seguindo esse caminho, agora como professora da Licenciatura em Educação do Campo da UFSC. Minha formação passa pelas áreas da Educação, Antropologia e Ciências Sociais.


Cris Monaco. Educadora e intelectual comprometida com a descolonização do saber. Graduada em Ciências Sociais e Pedagogia, especializou-se em Economia do Trabalho com uma perspectiva crítica às desigualdades produzidas pelo capitalismo, e aprofundou-se no mestrado em Política Científica e Tecnológica, questionando a colonialidade do conhecimento hegemônico. Ao longo da sua trajetória profissional atuou como docente e pesquisadora em espaços formais e não formais, priorizando metodologias anticoloniais e diálogos de saberes com crianças, jovens e adultos. Coordenou projetos sociais que envolvem saúde, educação e cidadania, combatendo a lógica assistencialista e fortalecendo o engajamento em comunidades periféricas. Sua prática articula gestão horizontal, planejamento estratégico insurgente e alianças intersetoriais que subvertem a divisão opressor-oprimido, construindo alternativas de poder popular. Dedica-se à transformação social a partir de epistemologias do Sul, defendendo uma educação libertadora que conecte ancestralidade, resistência e construção de futuros decoloniais.


Natalia Rodrigues Coutinho, de Ananindeua-PA, mulher negra, gorda, cisgênero e pansexual. Técnica em Meteorologia e Enfermagem, estudante de Pedagogia na UFSC, busca desconstruir narrativas coloniais e valorizar a diversidade cultural. Apaixonada pela natureza, cultura e tecnologia. “Acredito na importância de um aprendizado inclusivo, superando estigmas e inspirando transformações”. (PROBOLSAS/2024; Voluntária/2025)


Me chamo Letícia Farias Martins, aluna de graduação em História na UFSC. Tenho 22 anos e sou de Santo Amaro da Imperatriz/SC. “Sonho com um mundo onde as pessoas possam compreender melhor a diversidade de mundos que podem existir, e também umas às outras”. (PROBOLSAS/2023; Voluntária/2025)


Me chamo Larissa Trento, tenho 25 anos e sou do Meleiro/SC estudante de pedagogia UFSC apaixonada pela conexão com a natureza e espiritualidade que se conecta com todo nosso viver e ser.   “Ensinar sem amor é um ato vazio; Aprender sem amor é uma tragédia”. (PROBOLSAS/2025)

Curso de extensão/2024 – “Vivências e Narrativas de Vozes Decoloniais: saberes partilhados”

30/09/2025 16:08

O Projeto de Extensão “Estudos e ações decoloniais: ouvir/escrever expressões de resistência social”, vinculado ao Centro de Ciências da Educação – CED/UFSC  vem desenvolvendo diversas atividades, dentre elas, cursos que debatem de modo dialógico questões voltadas ao Pensamento Decolonial. Em 2023 ocorreu o Curso de Extensão “Vozes decoloniais – saberes interculturais: sonhando e agindo para o bem coletivo” que reuniu cursistas de todas as regiões do Brasil. Foram momentos para ouvir VOZES DECOLONIAIS que estão sonhando e vivendo ações que se focam no bem comum, resistindo ao colonialismo e suas estratégias de violências e silenciamentos. A partir desse curso, muitos saberes interculturais foram compartilhados e as atividades realizadas pelas e pelos cursistas nos revelaram outras vozes. Assim, nasceu o curso: “Vivências e Narrativas de Vozes Decoloniais: saberes partilhados”, que funcionou por meio de dois ciclos de partilhas em formato de lives, nos quais as narrativas foram agrupadas em temáticas que perpassaram vivências em espaços educacionais formais e informais.

1° Ciclo – Ocorreu no dia 20/06/2024, com tema de “Vivências e Narrativas de Vozes Decoloniais”: desafios e possibilidades na educação e contamos com a participação da Aline e da Jane.

  • Aline de Alcantara Valentini: De ancestralidade indígena. É professora coordenadora na Rede Municipal de Ensino de Vila Velha (ES) onde atualmente atua como formadora dos professores de História, no setor de Formação Continuada, da SMEde Vila Velha. Tem licenciatura em História (UNESP) e mestrado e doutorado em Educação: História, Política e Sociedade (PUC-SP). É membro da Academia Capixaba de Letras da Diversidade.
  • Jane Lobo da Silva Malheiros: É graduada em Licenciatura Plena de HISTÓRIA (UERJ). Especialização em História da África (UCAM) e Educação Especial e Inclusiva (UCAM/AVM). Mestre em Ensino de História pela Universidade Federal Fluminense (ProfHistória). Professora de História da Educação Básica, atuando na Rede Pública de Ensino da SEEDUC e da FAETEC Pesquisadora e Incentivadora de propostas educacionais reflexivas que procurem dialogar com múltiplos saberes na busca pelo reconhecimento da diversidade humana e da representatividade dos agentes envolvidos no processo de aprendizagem.

2° Ciclo – Ocorreu no dia 04/07/2024 com a seguinte temática: “Vivências e Narrativas de Vozes Decoloniais”: corpos em resistência e contou com três palestrantes.

  • Angel Benerman Pinto Almeida: Mulher trans negra. Profissionalmente, sou especialista e mentora em gestão, atuando como liderança em uma escola de negócios, além disso também me conecto profundamente com a arte e potência da dança, a qual pratico sempre que possível, e em minha jornada sigo existindo e resistindo nas possibilidades e plantando sementes de transformação em cada espaço, um corpo político buscando viver para além de sobreviver.
  • Daniel Antonio Coelho Silva: Possui licenciatura em Ciências Sociais, especialização em Educação das relações étnico raciais e história afro-brasileira e africana e mestrado em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Uberlândia. É licenciado em Geografia pelo Centro Universitário Internacional-UNINTER e licenciado em História pela Faculdade AD1/UNISABER. Atualmente é Doutorando em Educação pela Universidade de Uberaba -UNIUBE e professor da SEEMG. É criador e apresentador do programa “Desnaturalizando ” do canal Rádio Navarro no YouTube.
  • Rubens dos Santos Celestino: Pedagogo, Professor de Teatro, Educador Popular. Mestre em Artes. Mestre em História da África, da Diáspora e dos Povos Indígenas. Doutorando em Artes Cênicas – PPGAC/UFBA. Babalorixá do Ilê Axé Mean Jagum.

Confira nossa playlist com as lives do curso anterior que estão disponíveis para acesso em nosso canal e confira a potência de outras Vozes Decoloniais.

 

Evento/2024 – IV Narrativas Interculturais, decoloniais e antirracistas em educação: por equidade, justiça e bem viver

30/09/2025 16:05

Equipe de coordenação do projeto “Estudos e Ações Decoloniais” com Maria Joana (filha do mestre Nego Bispo).

O evento Narrativas Interculturais se consolida como um dos mais importantes encontros acadêmicos para a promoção de partilha de saberes e práticas educativas, acadêmicas e artísticas que valorizam a diversidade cultural e epistêmica dos povos indígenas e afrodiaspóricos. Com uma abordagem profundamente inclusiva e participativa, o Narrativas estimula diálogos enriquecedores entre pesquisadores, educadores, artistas e representantes de diversas comunidades tradicionais.

A edição de 2024, realizada entre os dias 5 e 8 de dezembro na UnB, em Brasília, apresentou uma programação diversificada e abrangente, com sessões que abordaram temáticas cruciais para a construção de uma sociedade mais justa e equitativa. Através de narrativas em diálogo, conversatórios, oficinas e espaços pedagógico-formativos em arte. O evento proporcionou um ambiente propício para a troca de experiências e a produção de conhecimentos com base no diálogo epistêmico.

Nossa equipe apresentou a comunicação “Vozes decoloniais: cursos de extensão como diálogos de saberes” no CONVERSATÓRIO 5 “Decolonizar as escolas, as universidades e os conhecimentos, promover justiça epistêmica”. O evento publicou os ANAIS, com quase 1000 páginas que apresentam os resumos expandidos das propostas apresentadas e compartilhadas ao longo do evento.

As fotos a seguir capturam alguns dos momentos mais marcantes do Narrativas 2024. Elas retratam a alegria, a diversidade e o engajamento dos participantes, bem como a riqueza das atividades realizadas.

Curso de Extensão/2023 – Movimento Zapatista: Breve Genealogia e Conceitos Fundamentais

30/09/2025 15:54

O curso teve como objetivo apresentar uma revisão cronológica e contextual do nascimento e consolidação do projeto político Zapatista. Durante as aulas, foram debatidos os conceitos éticos e políticos que emergem do Zapatismo, enfatizando sua relevância para uma prática política emancipatória. Os participantes foram convidados a refletir sobre as implicações dessas ideias, tanto no contexto histórico quanto na atualidade, buscando entender como esses conceitos podem ser aplicados em lutas sociais contemporâneas.

O curso foi conduzido pela Profa. Ana Lilia Félix Pichardo, doutoranda no Programa de Pós-Graduação em História (PPGH) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que possui mestrado em Ciência Política pela Universidade Autónoma de Zacatecas (2020) e é uma pesquisadora reconhecida nas áreas de Zapatismo, Mulheres Zapatistas, Anticapitalismo, Resistência e Relações Sociais. Sua experiência acadêmica e a prática no campo a tornou uma referência para discutir as complexidades do movimento Zapatista.

O curso teve carga horária total de 20 horas, permitindo uma imersão significativa nos temas abordados, ocorrendo de 02 de maio a 20 de junho, sempre às terças-feiras.

As aulas foram oferecidas em um formato híbrido, combinando atividades presenciais na UFSC em Florianópolis com sessões síncronas via Moodle. Essa abordagem garantiu maior flexibilidade e acessibilidade, permitindo que cursistas de diferentes localidades pudessem participar e interagir. Com essa estrutura, o curso buscou não apenas informar, mas também inspirar ações e reflexões críticas sobre política e resistência social, ressaltando a importância do legado Zapatista na luta por justiça e igualdade.

Neste sentido, o projeto de extensão “Estudos e Ações decoloniais” agradece a parceria e colaboração da profa. Profa. Ana Lilia Félix Pichard.

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