AÇÃO DE EXTENSÃO/2025 – Saída de estudos: Um encontro entre Ecopedagogia e Permacultura na Escola

“Entendida dessa forma, a ecopedagogia é uma nova pedagogia dos direitos que associa os direitos dos humanos aos direitos da Terra” (GADOTTI, 2001, p. 95).
Foi assim, em clima de conexão, que no dia 26 de setembro de 2025, a partir de uma parceria entre o projeto de extensão “Vozes decoloniais na escola: saberes interculturais para a transformação social” (PROEXT-PG/UFSC/CAPES) e o Núcleo de Estudos em Permacultura – NEPERMA/UFSC que foi realizada uma saída de estudos para o munícipio de Paulo Lopes.
O objetivo da ação foi efetivar uma das etapas do Curso de Extensão “Ecopedagogia: o bem-viver na infância com a natureza” que está sendo ofertado como formação continuada e descentralizada no Núcleo de Educação Infantil Municipal Nossa Senhora de Lurdes (Secretaria Municipal de Florianópolis), organizado pelo projeto de extensão “Vozes decoloniais na escola”. O projeto conta com a coordenação da profa. Adriana Angelita da Conceição (MEN/PROFHISTORIA/CED/UFSC) e vem sendo conduzido em parceria com duas pós-graduandas: a profa. Ana Cristina Martinez (PPGH/UFSC) e a profa. Ruthinere Ribeiro Farias (PPGECT/UFSC) que também atua como supervisora do Núcleo de Educação Infantil Municipal Nossa Senhora de Lurdes. Neste sentido, integrando a pós-graduação às ações de extensão, o projeto tem construído parceiras entre escola e universidade de modo dialógico e integrando saberes acadêmicos e tradicionais a partir de perspectivas decoloniais de pensar e atuar no mundo.
A saída de estudos teve como tema “Um encontro entre Ecopedagogia e Permacultura na Escola” e o roteiro incluiu uma visita à Escola Ambiental Adolfo Zanela e à Escola R. Profa. Targina Boaventura da Costa, ambas vinculadas à Secretaria Municipal de Educação de Paulo Lopes. Na Escola Ambiental Adolfo Zanela a permacultora e profa. Marjorie Azevedo Vasques recebeu a equipe ministrando a palestra “Permacultura na escola pública: uma experiência em Ecoformação” como resultado do curso de especialização em permacultura que realizou em 2023, ofertado pela Rede NEPerma Brasil em parceria com o NEPerma/UFSC e o Departamento de Arquitetura da UFSC.

Acolhimento com geotinta, refletindo a leitura de paisagem inicial

Profa. Marjorie Azevedo Vasques: Éticas e Princípios da Permacultura
A partir da palestra, conceitos que perpassam a permacultura e a ecopedagogia foram colocados em discussão e toda a equipe foi convidada a realizar uma “leitura da paisagem” na Escola Ambiental Adolfo Zanela, integrando teoria e prática. Nesta etapa, a atividade contou ainda com a colaboração de Pedro Francisco Nedel, o Chico, que atua na escola como Auxiliar de Conservação e é permacultor por vocação.

Da esquerda para a direita: Chico, Profa. Marjorie e Profa. Ana, compartilhando experiências junto à composteira

1° foto – Leitura de Paisagem em diálogo
2° foto – Da esquerda para a direita: Profa. Ruthinere e Profa. Ana, manejando a composteira
A Secretária de Educação de Paulo Lopes, profa. Rosane de Castro da Silva, também esteve presente e sinalizou a importância das parcerias entre as escolas de Paulo Lopes e a UFSC, estreitando os diálogos e as possibilidades de formação continuada, sobretudo, no que se refere à educação ambiental crítica e a Permacultura. Além disso, a prefeitura ofereceu um almoço saudável e carinhosamente preparado pela equipe da escola ambiental à comitiva formada por 33 professoras da Educação Infantil, além da equipe executora da formação.

Da esquerda para a direita: Profa. Marjorie, Profa. Rosane (Secretária da Educação de Paulo Lopes), Profa. Adriana e Profa. Ruthinere


Na 3° foto: da esquerda para a direita: Rosilene Botega Fernandes e Ludimila Batista. Na 4° foto a Luciana Felipe: equipe que preparou os alimentos com afetos.
Após o almoço, a comitiva se dirigiu à Escola R. Profa. Targina Boaventura da Costa, sendo recebida pela direção e supervisão escolar. A visita foi guiada pela profa. Marjorie Azevedo Vasques que já foi docente da unidade e trabalhou intensamente com as práticas ecoformadoras e permaculturais e que contribuíram para que a Escola Profa. Targina recebesse o certificado de Escola Criativa concedido pela Rede Internacional de Escolas Criativas (RIEC).

Toda a equipe que participou da saída de estudos junto da “Árvore Palavreira” na escola Profa. Targina
O Curso de Extensão “Ecopedagogia: o bem-viver na infância com a natureza” ainda terá mais duas etapas junto ao Núcleo de Educação Infantil Municipal Nossa Senhora de Lurdes até ser concluído. No entanto, todas as professoras da Educação Infantil que participaram da ação saíram entusiasmadas diante das possibilidades práticas de cultivar um ambiente educacional que possa proporcionar o bem-viver das infâncias junto à natureza, construindo consciência ambiental crítica e amorosa desde a pequena infância.
Referência: GADOTTI, Moacir. Pedagogia da terra: Ecopedagogia e educação sustentável. In: TORRES, Carlos Alberto (org.) Paulo Freire y la agenda de la educación latinoamericana en el siglo XXI. Buenos Aires: CLACSO (Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales Editorial), 2001. p. 95.






























Eduardo Sala. Doutorando em Educação na linha de pesquisa Sociologia e História da Educação pela Universidade Federal de Santa Catarina-PPGE/CED/UFSC; Com ingresso via UP-GRADE (promoção) – Passagem direta em Banca de Qualificação Específica de Mudança de Nível. Foi aprovado no processo seletivo de Estágio de Pesquisa no Exterior Cátedra Antonieta de Barros /UNESCO, Bolsa Abdias Nascimento (CAPES) na Universidad Nacional Autónoma de México – UNAM. Mestre em Educação na linha de pesquisa Sociologia e História da Educação-PPGE/CED/UFSC (2024). Especialista em Docência para a Educação Profissional pelo Instituto Federal de Santa Catarina-IFSC (2022). Especialista em Docência com Ênfase na Educação Inclusiva pelo Instituto Federal de Minas Gerais-IFMG (2025). Licenciado em Sociologia pela Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira-UNILAB (2024). Bacharel em Humanidades-UNILAB (2021). Atualmente é Professor Estagiário na Disciplina História da Educação do Curso de Pedagogia da UFSC. É membro do grupo de estudos NEJUC – Núcleo de Estudos da Educação e Juventude Contemporânea (UFSC/DGP/CNPq). Desenvolve pesquisas a partir de perspectivas teóricas Pós-Críticas e Contra-Coloniais com ênfase em Angola e África. Tem como principais áreas de interesse: Ensino de Sociologia/Ciências Sociais e Ensino Superior em Angola, Pensamento Social Angolano, Sociologia Africana, Educação e Poder-Geopolítica da Educação africana, Sociologia Política e Geopolítica-Estudos Estratégicos Internacionais a partir de Perspectivas Africanas.
Angela Regina Locatelli: Sou professora de história, historiadora e educadora ambiental, formada pela UFSC (bacharelado e licenciatura em História). Durante a graduação fiz estágios na área da educação (ensino de história e acessibilidade educacional) e da pesquisa (história e patrimônio). Participei dos grupos de pesquisa: Núcleo de Estudos de História da América Latina (Nehal) e do Laboratório de Imigração, Migração e História Ambiental (LABIMHA). Tenho especializações nas áreas da educação ambiental e sustentabilidade e ensino de história e cultura afro – brasileira, além de cursos diversos de formação. Participei de vários eventos acadêmicos e outros de natureza diversa, como ouvinte, apresentação de trabalhos e organizadora; tenho publicações, como artigo, resumo expandido e capítulo de livro. Lecionei na educação básica (Ensino Fundamental – Anos Finais e Ensino Médio) e em cursinho pré – vestibular popular (História do Brasil). Tenho experiência com pesquisas nas seguintes áreas: História Ambiental, História Oral, Ensino de História, História Local/Regional, Educação Ambiental, Agroecologia e Ecopedagogia. Atualmente sou professora de História nos Anos Finais do Ensino Fundamental da Prefeitura de Florianópolis. Sou mestranda em Ensino de História (PROFHISTÓRIA) na UFSC e participo do grupo de pesquisa interinstitucional Palavração – Grupo de Pesquisa em Educação e Ecopedagogia. Também participo do grupo de estudos, pesquisa e extensão “Vozes Decoloniais na Escola: saberes interculturais para a transformação social”. Sou comprometida com um Ensino de História crítico, dialógico e reflexivo e com pesquisa e extensão de qualidade e baseadas em referências e fontes confiáveis.
Joice de Souza Avelina Costa. Atualmente, Mestranda em Ensino Profissional de História pela UFSC, Graduanda em Ciências da Religião – FURB/UNESC, Especialista em Ensino Integrado de Filosofia, Geografia, História e Sociologia pelo IFSC ((2019), possui graduação em Licenciatura em SOCIOLOGIA – UNINTER (2023); PEDAGOGIA pela FACULDADE INTERVALE (2021) e graduação em HISTÓRIA pelo Centro Universitário Leonardo da Vinci (2017). Atualmente é professora de História, Sociologia e Pedagogia no munícipio de LAGUNA na Rede Estadual de Ensino de Santa Catarina. Tem experiência na área de História e Sociologia, com ênfase em projetos interdisciplinares e educação de jovens e adultos – pedagogia da alternância. Atua como consultora educacional, realizando palestras, oficinas e formação de professores.
Vladimir O’mirê Motta. Professor de Capoeira, Educador Social e Professor na educação infantil atuante em instituições formais e informais de ensino a mais de 20 anos. Ao longo desses anos, teve maior foco em trabalhaos com crianças, adolescentes e adultos em situação de vulnerabilidade social nas periferias da cidade de Porto Alegre e região metropolitana. É estudioso da cultura africana e afrobrasileira. Autor do livro “O sangue que circula – O Grió na oralidade do povo negro e a história de Watuzzi”. Atualmente, é aluno da UFSC no curso de Letras em Libras.



Patricia Guerrero. Paulista de alma mineira. A itinerância pelo Vale do Jequitinhonha/MG me levou para as comunidades rurais, para a cultura popular, para as relações de reciprocidade e respeito pelos saberes tradicionais e originários. Continuo seguindo esse caminho, agora como professora da Licenciatura em Educação do Campo da UFSC. Minha formação passa pelas áreas da Educação, Antropologia e Ciências Sociais.
Cris Monaco. Educadora e intelectual comprometida com a descolonização do saber. Graduada em Ciências Sociais e Pedagogia, especializou-se em Economia do Trabalho com uma perspectiva crítica às desigualdades produzidas pelo capitalismo, e aprofundou-se no mestrado em Política Científica e Tecnológica, questionando a colonialidade do conhecimento hegemônico.
Natalia Rodrigues Coutinho, de Ananindeua-PA, mulher negra, gorda, cisgênero e pansexual. Técnica em Meteorologia e Enfermagem, estudante de Pedagogia na UFSC, busca desconstruir narrativas coloniais e valorizar a diversidade cultural. Apaixonada pela natureza, cultura e tecnologia. “Acredito na importância de um aprendizado inclusivo, superando estigmas e inspirando transformações”. (PROBOLSAS/2024; Voluntária/2025)
Me chamo Letícia Farias Martins, aluna de graduação em História na UFSC. Tenho 22 anos e sou de Santo Amaro da Imperatriz/SC. “Sonho com um mundo onde as pessoas possam compreender melhor a diversidade de mundos que podem existir, e também umas às outras”. (PROBOLSAS/2023; Voluntária/2025)
Me chamo Larissa Trento, tenho 25 anos e sou do Meleiro/SC estudante de pedagogia UFSC apaixonada pela conexão com a natureza e espiritualidade que se conecta com todo nosso viver e ser. “Ensinar sem amor é um ato vazio; Aprender sem amor é uma tragédia”. (PROBOLSAS/2025)









